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sexta-feira, maio 30

Minha estratégia de ação é mais ou menos a seguinte: retomar o tema do post anterior e agir como se ele não tivesse sido escrito há quase dois anos. Estou certo de que o eventual leitor, encaminhado para este blog por meio de alguma pesquisa no Google, não se incomodará com tamanho descaramento.
Conforme disse há quase dois anos, fazia-se necessário assistir mais filmes com a Kelly Macdonald. Pois bem, foi o que fiz neste "pequeno" intervalo de tempo. Comecemos pelo badalado "Trainspotting", que, por incrível que pareça, eu ainda não assistira. Apesar de viver uma personagem de menor importância, ela chama a atenção em uma cena ao montar o Ewan McGregor com extrema desenvoltura, o que torna ainda mais cômica a revelação que ocorre em seguida. O filme, sinceramente, não me empolgou muito. Em outra época, talvez, alcançasse um efeito maior sobre mim.
Já o obscuro "A garota da cafeteria" foi uma surpresa agradável. O filme trata de duas almas tímidas e solitárias que habitam mundos opostos e desenvolvem uma hesitante relação após um encontro casual (o chamado meet cute). É um "Encontros e desencontros" sem os atores cultuados, a trilha indie e a direção cheia de estilo da Sofia Coppola. Desgraçadamente, lá pela metade do filme, o roteirista dá uma guinada radical na, até então, encantadora história e adota um tom panfletário cheio de boas intenções, cujo claro objetivo é aliviar qualquer vestígio de culpa que aflija a sua (dele, roteirista, e nossa também) consciência social.
Do chatíssimo "Nanny McPhee" só sei dizer que ela faz uma criada que alimenta uma paixão platônica pelo patrão. Este filme, aliás, confirma a teoria de que o nosso cérebro elimina determinadas lembranças a fim de abrir espaço para outras. Ah, os sacrifícios que eu faço...
Não custa lembrar que a Kelly Macdonald também participou do último filme dos irmãos Coen, o oscarizado "Onde os fracos não têm vez", mas como não tenho mais o hábito de ir ao cinema, só poderei assisti-lo quando comprar o dvd. O que significa que meu pitaco deve aparecer neste blog daqui a uns dois anos.

sexta-feira, setembro 29

Definitivamente, preciso espantar a preguiça e assistir mais filmes que contem com a Kelly Macdonald no elenco. Após capturar minha atenção como a doce e ingênua Mary Maceachran de "Assassinato em Gosford Park", a atriz escocesa repetiu a dose em "Em busca da Terra do Nunca", que assisti outro dia na HBO (o filme é meio sentimental mas não chega a ofender). Sua breve aparição como a primeira atriz a viver Peter Pan no teatro é, para dizer o mínimo, encantadora. Ela tem uma presença na tela que não deixa ninguém indiferente. Aliás, as criativas cenas que retratam a montagem da peça são o que há de melhor no filme.
E antes que eu me esqueça, vamos ao resmungo de praxe: será que roteirista e diretor não poderiam ter sido mais sutis ao introduzir no filme o tema da doença que aflige a Kate Winslet? Meu alarme mental foi acionado instantaneamente na cena em que ela dá uma tossidinha despretensiosa enquanto pendura algumas roupas no varal. "Opa! Não existe filme em que a protagonista tussa a troco de nada. Vem doença fatal por aí!"